E.E.E.M. Cônego José Leão Hartmann
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
FEITURA DE PÃES: formação de educadores e educadoras/2010
Componentes do grupo – Bernadete, Graziela, Karin e Palloma)
Ao som de ¨ABA¨, o grupo de reunia para realizarmos mais uma fantástica feitura do pão. Entre cada sovada, um ¨flasch¨, alegria e muita descontração havia entre o grupo nesta manhã.
A farinha, principal ingrediente, é Rosa Branca. Afinal, nosso grupo é formado só de flores. O fermento é biológico, pois o importante é preservar a vida e crescer com força. O açúcar, alimento da bactéria, ajudará na fagocitose. (quem entende química e biologia sabe do que estamos falando). O açúcar, para dar um toque de doçura, afinal, o afeto é importante para desenvolver uma relação entre todos. O sol (cloreto de sódio) é para preservar e também intensificar o sabor. O óleo, apesar de ser um separador, neste caso, unido a estes ingredientes, dá a liga certa.
Bum... Bum... Bum... Que massa !!! é a prática pedagógica aflorando. ( è claro, não no sentido literal). Pois no meio de tantas rosas exalará muito cheiro no ar, ficará lindo e saboroso, mesmo que tenha levado um ¨pau¨.
Lá vai ele pra forma, em seu berço esplêndido, descansar e crescer...
Somos instigados a sair da mesmice. Criar é preciso, renovar, inventar, construir... então surgem os ¨filhotinhos¨do pão mor.
O pão é o símbolo do alimento, desde o principio, a multiplicação do pão no deserto, a divisão do pão na Santa Ceia, ¨o pão nosso de cada dia nos daí nhoje¨, a esperança, a fé do novo acontecer agora e sempre.
O forno está esquentando. Enquanto isso nós nos divertimos, interagimos, r=trocamos confidências. Isto é fazer história.
O pão já nos dá sinais de que o nosso propósito deu certo. Cresceu, desenvolveu a experiência a que nós o submetemos. Logo estará pronto para a etapa final, ou melhor, semi-final, pois a última será saborear as sensações vividas hoje.
Hum! Que delicia!a Deu certo! Agora só nos resta fazer a partilha e dividir a nossa feitura com todos vocês. Bom apetite e obrigada à família leonina por podermos partilhar, com vocês, estas experiências, que são únicas.
Canoas, 23 de julho de 2010
PARA TODOS OS GOSTOS
Nosso grupo é constituído de uma mistura de gerações: educadoras de todas as idades. Na feitura do pão colocamos toda nossa experiência e a falta de experiência de algumas. Buscamos fazer o pão como tentamos fazer nossa prática pedagógica diária: unir os saberes para um único objetivo: no pão o sabor e na sala o conhecimento.
Na constituição da feitura do pão, podemos visualizar exatamente a nossa prática de todo o primeiro semestre: nos reunimos na nossa formação e após nos dividiremos para aplicar, cada um com sua turma, e assim foi que trabalhamos a massa: juntas iniciamos o processo e após partilhamos em diferentes pedaços, cada uma colocando a mão na massa, juntamente com sua essência particular.
A troca de saberes foi o ponto principal para feitura do pão, agregando os pré-saberes de cada uma de nós construímos o nosso pão e acreditamos profundamente que esta metodologia deve ser o ponto de partida para o segundo semestre.
Assim como em sala de aula devemos atender os mais deferentes tipos de alunos, procuramos, na nossa feitura, agradar os mais diversos paladares: pães doces e salgados. A união faz o pão.
Carol, Rozane, Cátia, Viviane, Rejane, Carla Jerusa, Ilza Beatriz, Marcilene, Paula.
( participação especial da diretora Rosane mexendo o doce e da querida Vera Araújo)
Canoas, 23 de julho de 2010
PÃO FEIO
Nosso grupo pensa que a feitura do pão é uma ciência que percorre todas as áreas do conhecimento. Na Língua Portuguesa entra com a leitura e interpretação da receita, a Matemática com a utilização das medidas, na Ciência da Natureza podemos perceber a função da levedura ¨sacaramices serevices¨, que adora a sacarase, alimentando-se desta, liberando gás carbônico e álcool. Por este motivo, o pão tem o tempo certo de crescimento, se este tempo não for suficiente ou exceder, haverá modificação no processo; nas Ciências Humanas encontramos a possibilidade das diferentes culturas; a Arte Educação dá a forma à feitura, a Educação Física integração, contato, equilíbrio, higiene e esforço físico.
Partimos de um referencial teórico e nos deparamos com dificuldades, divergências, inseguranças durante o processo, o que logo foi superado pela integração do grupo.
Por conhecer o grupo, pensamos contemplar todos, onde pensamos que existem pessoas que tem alergia ao ovo e intolerância à lactose, por ser integral traz\ todos os nutrientes, mostrando que ¨nem tudo o que reluz é ouro¨.
Então, concluímos que a feitura de pão assim como a nossa Feira de Ciências, integra, mostra diversidades culturais e humanas. o conhecimento não é único, e sim integral e diversificado.
Carmem, Cauê, Isolda, Jerusa, Raquel, Vera Regina
Canoas, 23 de Julho de 2010
PÃO CALIENTE
Precisamos de recursos, ingredientes necessários para formar e fazer crescer a massa de pão, e ter, no final, um bom resultado.
Nosso grupo é formado por Lu Darski, Telma Santos, Cris Schimitz, Lu Gorski, Sandro e Cris Vaz. A Cris Vaz não compareceu pois seu filho está doente.
Começamos a trabalhar escolhendo o local onde iríamos faz4er o pão. Dispomos os ingredientes á mesa e arregaçamos as mangas.
A Telma e o Sandro tardaram a chegar ao grupo, pois preparavam o som ambiente: ABBA. Esperamos todos estarem presentes, pois acreditamos que o trabalho coletivo é um fator importantíssimo para o sucesso de qualquer empreitada.
Inicamos colocando a farinha na bacia, o açúcar, um ovo, a banha, porém o sal faltou pela ausência da colega responsável. A solução que encontramos foi pedi-lo emprestado. Este fato nos remete a refletir que não devemos medir esforços para alcançarmos os nossos objetivos.
O fermento foi colocado aos poucos assim como quando nos deparamos com circunstâncias difíceis e nos sentimos desanimados e as vezes impotentes, devemos, aos poucos, experimentar estratégias que solucionem ou pelo menos amenizem o problema.
O Sandro picou uma calabresa acrescentando à massa, a Lu Darski colocava aos poucos a águas, enquanto a Cris Schimitz mexia, dando liga à mesma.
Cada componente do grupo sovou a massa, com exceção da relatora que preocupava-se em observar os fatos e organizá-los de forma que ficasse agradável aos olhos de vossa senhoria.
Nossa peculiaridade é que não uti8lizamos medidas prontas. Fomos acrescentando cada ingrediente de maneira que a massa fosse ficando homogênea. Assim é quando nos deparamos como nossos alunos, colegas. A cada ano encontramos pessoas diferentes, situações diferentes, propostas diferentes. Precisamos ter o bom senso e visão para que utilizemos ações corretas e eficazes.
Finalmente, depois do pão ter tomado forma, levamos a massa até a cozinha para crescer. Como faz frio, e o crescimento da massa se torna difícil a essa temperatura, colocamos a mesma em cima do forno elétrico aquecido, facilitando assim o processo de crescimento.
O trabalho agora é com o forno elétrico, que finalizará o processo de construção do pão. Refletimos que cada individuo tem o seu papel na sua realidade e é capaz de modificar situações a sua volta, construindo sempre algo positivo.
Lu Darski, Telma Santos, Cris Schimitz, Lu Gorski, Sandro e Cris Vaz.
Canoas, 23 de julho de 2010
terça-feira, 3 de novembro de 2009
OFICINA DE MEIO AMBIENTE
OLIMPÍADAS DE MATEMÁTICA

ANDREI A SOUZA BARCELOS TURMA 53
ANDRIU DANIEL NEDY MERLINI TURMA 72
ANTONIO MARCOS LOTTI DA COSTA TURMA 61
CAROLINE ALVES MACHADO TURMA 61
EMERSON PEDRO MORAES SOUZA TURMA 82
ERICA MACHADO MARQUES TURMA 61
GABRIEL FERNANDES DUPRAT TURMA 51
INGRID KAUANE DA SILVA MACHADO TURMA 52
JAQUELINE BELAGAMBA DE MORAES TURMA 71
KEITE REJIANE OLIVEIRA BOTTEGA TURMA 221
LARISSA JOSIANE BUENO TRINDADE TURMA 71
LEONARDO DA SILVA TURMA 82
LUANA TALIA P FERREIRA TURMA 51
MAXINE SANTANA ANZILIERO TURMA 61
MICHAEL LAIS FRANKE TURMA 51
NICOLAS LOPES BAUM TURMA 111
PAOLA DOS SANTOS TURMA 111
PAOLA TAINA VARGAS DE OLIVEIRA TURMA 72
SANDRO SANTOS DOS SANTOS TURMA 82
TAISSA YASMIN PIRES ROSA TURMA 53
YASMIN NOT UTRA TURMA 111
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
TORNEIOS DE FUTSAL FEMININO E MASCULINO


SEMANA DA CRIANÇA NO CÔNEGO
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
TERRITÓRIO DE PAZ
"Black or withe"
Prefeito Jairo Jorge e Ministro da Justiça Tarso Genro
"Triller"
imagens disponíveis:http://www.cufacanoas-rs.blogspot.com/
O Guajuviras foi considerado a partir de 09/10/2009, sexta-feira, "Território de Paz; uma iniciativa do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). A partir deste um conjunto de ações sociais, de prevenção e combate à violência serão implantadas também aqui. A solenidade recebeu presença do ministro da Justiça, Tarso Genro e do prefeito Jairo Jorge. O "Território de Paz" já está implementado nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Rio Branco (AC), Brasília (DF), Vitória (ES), Maceió (AL), Porto Alegre (RS) e de Salvador (BA). Nossa escola esteve presente, representada por dois grupos de dança (com educandos e educandas da 6.ª série ao 1.° ano do médio) que abrilhantaram o evento. Estes receberam a pontual organização e preparação da educadora Débora Brum. Parabéns!!!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
ESCOLA CÔNEGO E O MEIO AMBIENTE
domingo, 4 de outubro de 2009
Diário de Canoas - 01/10/09
Escola Cônego é notícia!


Obras escolares Mais duas escolas estaduais iniciam reformas estruturais nos prédios e na área externa nos próximos cinco dias. Os atos de assinaturas de início foram realizados pelo secretário de Obras Públicas, José Carlos Breda, na manhã desta quarta-feira, 30, em Canoas, nas escolas de Ensino Médio Cônego José Leão Hartaman, no bairro Guajuviras, e Érico Veríssimo, localizada no bairro Igara. No mês de setembro, já foram contempladas nove escolas da rede estadual de ensino do município da Região Metropolitana com investimentos totais de R$ 2.753.299.89 do governo do Estado. O secretário de Obras iniciou o dia autorizando a aplicação de mais de 300 mil reais em reformas nas salas de aula, cozinha, despensa, nos conjuntos sanitários, na execução de muro de concreto pré-moldado e ainda reforço estrutural de prédios e drenagem do pátio interno. Durante a solenidade que reuniu todos os alunos do turno da manhã da Cônego José Leão Hartmam, a diretora Rosane Oliveira Duarte Zimmer estava eufórica e muito emocionada. “Palavras não expressam a emoção que sentimos neste momento. Esta é uma escola de referência pedagógica e o ganho é muito grande. É a maior obra que a escola está vivenciando desde a sua construção”, disse a diretora. O secretário Breda ao lado de autoridades convidou para compor a mesa a aluna do 2° ano, do ensino médio, e presidente do Grêmio Estudantil da escola, Tatiane Ourique. Foi a estudante que no final da solenidade fez a entrega da ordem serviço a empresa Viterpa Viegas Terraplanagem e Pavimentações Ltda. O prazo das obras que iniciam na próxima segunda-feira (5) é de 150 dias. No Bairro Igara, no final da manhã, Breda assinou em outro ato a execução do muro externo de alvenaria e muro de concreto pré-moldado, além de corte e remoção de árvores, capina e limpeza da vegetação na escola Érico Veríssimo que beneficiará 800 alunos. O investimento é de R$ 177.398,46. A diretora Isabel Regina Amaral agradeceu o reconhecimento do governo pela escola e destacou que a Érico Veríssimo é a segunda maior instituição de ensino estadual de Canoas. Como complemento às obras atuais, o secretário de Obras afirmou que irá incluir no orçamento destes serviços um aditivo para o revestimento dos pisos das quadras esportivas. Prestigiaram as duas solenidades o diretor-geral substituto Francisco Elifaleti Xavier, representando o secretário da Educação, Ervino Deon, a Coordenadora da 27ª CRE, Liane Verônica Leote, o subprefeito da região Nordeste de Canoas, José Francisco Nunes, o vereador Aloísio Bamberg, representando o Legislativo Municipal, e seus pares, os vereadores Carlos Eri Lima, José Carlos Patrício e Airton José de Souza, o chefe de gabinete do deputado Coffy Rodrigues, Geraldo Morais, o Delegado da 2ª DRM, Edílson Paim, o gerente regional da Corsan, Cezar Magalhães e o representante da bancada municipal do PSDB, Júlio Barbosa.
Escola Cônego no blog da CUFA
E com a maravilhosa iniciativa do professor de educação física o "Cauê" do turno integral levou até os seus alunos a luta grego Romana, transformando a sua realidade e abrindo novas perspectivas para seus alunos, pois é um esporte Olímpico com regras e disciplina.
E aproveitamos para parabenizar sua nova diretora a Rosane, que esta cheia de boa vontade e quer fazer a diferença, "fazendo do nosso jeito"
Parabéns também a toda a equipe da escola,que apoiam a direção e não tem medo das dificuldades que sabemos que são muitas. E não podia deixar de falar das merendeiras que fazem um almoço delicioso!!!



Terça-feira - 24/07/2007
Fonte: Internet
Descrevo desta forma por saber de várias pessoas que, ao tomarem conhecimento de nossa cultura e descobrirem as várias formas de ações sociais em que ela pode ser utilizada como ferramenta, extrapolam os limites das atitudes e ações solidárias presentes na alma de muitas pessoas, em especial a grande parte da juventude.Dentre essas pessoas que estão inseridas no exemplo citado, tivemos conhecimento de uma professora da cidade de Canoas na grande Porto Alegre, chamada Débora Brum que mesmo com pouquíssimos recursos, conseguiu fazer uma unificação cultural através de um evento muito concorrido e intenso, e que foi presenciado pelo nosso colaborador BRANCO, que descreve a seguir esta excelente iniciativa:Em Canoas a Escola Cônego Leão Hartmann localizada no Bairro Guajuviras realizou no dia 13 de Julho um Mega evento, com a finalidade de unir, somar e agregar através de uma competição de Hip Hop em sala de aula, muita informação, auto-estima, confraternização, incluindo também é claro uma avaliação curricular, pois o projeto faz parte das atividades de língua Inglesa ministradas pela professora Débora Brum responsável pelo evento.
Fonte: Internet
De acordo com a professora Débora ´´Os melhores de cada turma se enfrentaram por série``.Cerca de 400 alunos divididos em 11 grupos, dançaram e dublaram grupos estrangeiros apoiados pelas suas torcidas organizadas em frente a um corpo de jurados que os avaliavam e davam suas respectivas notas,( Muito parecido com os duelos das Crew´s de B.boys existentes no Hip Hop, como ás do filme ´´Entre nesta Dança`` encontrado em qualquer locadora). Pelo lado dos alunos o envolvimento e o entusiasmo foram tanto que mobilizou a vizinhança do colégio, a família dos alunos e a Direção da escola, que apoiou inteiramente o projeto decidindo inclusive patrocinar uma festa de confraternização para a melhor torcida e os campeões.A Escola Cônego Leão fica localizada no Guajuviras infelizmente um dos bairros mais violentos e pobres de Canoas, bem ao lado de uma invasão, conhecida como´´Invasão da Contel`` Grande parte de seus alunos são moradores de lá como falou a professora Débora ´´Além das más condições de moradia infelizmente muitos alunos nossos também sofrem com violência familiar e com a falta de alimentos e roupas.``
Fonte: Internet
Quem quiser colaborar com os alunos da escola Cônego Leão de alguma maneira é só ligar para o número 34686160 e pedir para falar com a professora Débora Brum.´´Professora Débora``Parabéns pelo seu trabalho juntamente com a direção da escola e os demais professores, obrigado pelo convite e o privilégio de ter estado aquele dia prestigiando o evento de Hip Hop de vocês. Naquele momento éramos todos um só! Em pró da cultura, da auto-estima e do Hip Hop, extasiados pelo poder de criatividade que tem cada criança logo que incentivada, capaz de esquecer naquele momento qualquer problema e dificuldade do mundo real tornando-se para nós e principalmente para eles: Estrelas por um dia!´´Se todas as pessoas pensarem em seus semelhantes e se doarem um pouquinho ao invés de ficar apenas lamentando, a vida de todos nós seria bem melhor``Um Abraço a todo pessoal da Escola Cônego Leão.Branco.É...Realmente a escola dançou...A dança da paz e da esperança !!! Parabéns Professora Débora Brum !!! HIP-HOP: DA RUA PARA A ESCOLA !!!!!!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Memória Fórum Social Mundial 2003

Participação da escola Cônego no FSM/2003 PORTO ALEGRE
20.02.2003
Oficina: a vivência na pesquisa sócio-antropológica e seus desdobramentos no cotidiano educativo
“ Quando a gente diz: a luta continua, significa que não dá para parar. O problema que a provoca está aí presente. É possível e normal um desalento. O que não é possível é que o desalento vire desencanto e passe a imobilizar. A expressão a luta continua sublinha a continuidade histórica. Quando estamos na luta, sentimos o gosto de ver a utopia encarnada, o prazer, a alegria fabulosa de fazer a escola pública popular.A grande questão ao avaliarmos nossas ações é que se faz o que se quer, mas o que se pode. Uma das condições fundamentais é tornar possível o que parece não ser possível. A gente tem que lutar possível o que ainda não é possível. Isto faz parte da tarefa histórica de redesenhar e reconstruir o Mundo. ” PAULO FREIRE.
Organização: Escola Estadual de Ensino Fundamental Cônego José Leão Hartmann/Guajuviras- Canoas/RS
Título: a vivência na pesquisa sócio-antropológica e seus desdobramentos no cotidiano educativo
Data: 27.01.03 local: prédio 40 sala: 609 horário: 14h/17h
PROPOSTAS ENCAMINHADAS A PARTIR DA OFICINA
Apresentação: Socializamos ao longo da oficina um pouco do movimento que vem tomando abrigo na Escola Cônego. Uma escola pública, estadual, de periferia. Uma escola que vê, através da pesquisa de sua comunidade, a possibilidade de concretização de sonhos e ideais que contribuam com a redimensão histórica-social-ética-política da ação transformadora de educação.Esse processo se deu calcado no amadurecimento de idéias, na percepção das infinitas contradições de um grupo onde as indagações remeteram a socialização do trabalho da e na Escola e, portanto, passível e possível de ser problematizada, de ser ressignificada através de uma contínua curiosidade epistemológica por parte dos sujeitos envolvidos.O relato iniciou, contextualizando o bairro onde está inserida a escola, o Guajuviras. Abarcou as origens do mesmo, o processo de ocupações, a constituição das diferentes vilas, setores e comunidades que o vêm constituindo.A seguir, foi possível uma reflexão sobre os momentos que vêm expressando a história da escola, .... um questionamento sobre quando esta começou a obter a compreensão sobre seu papel, do seu lugar, o seu verdadeiro compromisso com a comunidade do Guajuviras - o qual se acredita que foi ao longo de um tempo em que a Escola vem se constituindo -. Não em um ou outro determinado momento, mas sim, em diversos momentos: quando não mais encontrava respostas; quando se enxerga e começa a questionar a sua identidade; quando os referenciais teóricos começaram a constituir fonte indagadora da prática; quando, através de uma postura curiosa da sua ação – ao longo dos seus onze anos a Escola – o grupo de educadores e educadoras começa a re inventar o próprio trabalho; quando começou a insistir na possibilidade de alterar a ação educativa, cruzando, então com o processo da Constituinte Escolar.A partir daí, o registro do início do processo da Constituinte Escolar – com muitos tropeços, muitos avanços que se fizeram presentes ao longo da trajetória, mas a convicção, o objetivo e a postura não se alteraram –. Um processo permeado de curiosidades, companheirismo, comprometimento de um grupo. A primeira intenção deste grupo foi reconhecer o próprio espaço, indo a campo, pesquisando e historiando o bairro, a Escola, as práticas. Questionou junto à comunidade sobre o papel que deveria desempenhar – o que de certa forma um pouco assustou, pois a mesma não estava preparada para tamanha expectativa o que ao mesmo tempo a fez refletir sobre como preparava – se estava preparando - o aluno “para a vida”, “para ao trabalho”, “para o vestibular”. O grupo tencionou diversas vezes na compreensão do Projeto Constituinte Escolar , discutindo como o coletivo o que entendia pela avaliação, pela a aprendizagem, pela própria educação, por disciplina, por moradia, por conhecimento, por mercado de trabalho, por evasão, por democratização, por repetência, por saúde, por cidadania, por violência, por relações de poder, “a escola que temos” e “a escola que queremos” e “a escola que podemos ter”...O relato prossegue na expectativa de registrar o compromisso com o processo de construção e de sistematização do PPP, da pesquisa sócio antropológica, do Regimento Escolar que através da contribuição e a compreensão da obra de Paulo Freire oportunizou um comprometimento com o sonho, com um referencial teórico libertador e com um verdadeira realidade da comunidade escolar.O comprometimento como elemento fundamental à prática que se pretende desenvolver não pode ser restrito apenas a um grupo de profissionais envolvidos com o ato de educar, é algo bem mais grandioso, é algo que deve envolver todos aqueles e aquelas que de uma forma ou de outra pontuam presença na prática educativa da escola. Todos aqueles e aquelas que acreditam no potencial latente de crianças, dos jovens e dos adultos que vivem em periferia, em classes populares...que sonham com seus super-heróis , que brincam de pipa, de carrinho de mão, que jogam futebol no campinho, que trabalham, que cuidam dos irmãos menores, “ajudam em casa” , que constituem novas famílias, novos horizontes, novos sonhos...A partir daí, segue o relato do processo da PESQUISA SOCIOANTROPOLÓGICA como ponto de partida para a organização do ensino por complexo temático. A vivência da pesquisa encarada como uma “potência pedagógica” na construção do caminho para a problematização da prática docente e da reinvenção do ensino, na perspectiva da educação popular. A possibilidade de que com a pesquisa as práticas se fortaleçam a partir de compromissos com o “inédito-viável”. A pesquisa não se reduzirá apenas à ida a campo, e sim, a um processo não linear onde a função do educador se problematizará a partir de uma nova compreensão da ciência, da razão, da emoção, da insegurança, da esperança, do medo, da coragem, da luta, da investigação, da experiência, do compromisso com a democratização e inclusão de conhecimentos e de indivíduos mergulhar na verdade, na construção política, na construção democrática, é defender espaços de cidadania. O registro propôs os vários movimentos da pesquisa – a opção pela pesquisa, a primeira ida a campo, o registro da vivência, a construção do instrumento de pesquisa, a segunda ida a campo, as reflexões de alunos, professores, funcionários, os dados e a categorização destes dados, a construção da rede temática, o planejamento, a avaliação.A Escola, assim, vem desenvolvendo uma atitude investigativa da sua cotidianedade, da sua realidade, da sua comunidade. Assumiu essa tarefa escolar na tentativa de reverter o parâmetro vigente, onde não mais as salas de aula, o pátio escolar compreendem a formação dos seus indivíduos, os seus sonhos, os seus anseios.Assumindo autorias... propondo mundos possíveis a partir dos caminhos vividos na educação popular “(...) como impossível seria sairmos na chuva expostos totalmente a ela, sem defesas, e não nos molhar...Não posso ser professor sem me por diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de pensar politicamente. Não posso escapar à apreciação dos alunos...Daí, então que uma de minhas preocupações deva ser a de procurar aproximação cada vez maior entre o que digo e o que faço, entre o que pareço ser e o que realmente estou sendo...Minha presença de professor , que não pode passar desapercebida dos alunos na classe e na escola, é uma presença em si política. Enquanto presença não posso ser omissão, mas um sujeito de opções. Devo revelar aos meus alunos a capacidade de analisar, de comparar, de avaliar, de fazer justiça, de não falhar à verdade. Ético, por isso mesmo, tem que ser o meu testemunho.”FREIRE,1996. P.108-110 O movimento de reestruturação curricular comprometido com a educação popular libertadora exige que aprofundemos a pesquisa participativa com outras ações que garantam a continuidade dos processos investigativos “na” e “com” a comunidade. Assumir processos formativos que sustentem os sujeitos Educador, Educadora, Educando e Educanda Pesquisadores, re-educando nosso olhar, escuta e sensibilidade para os múltiplos processos culturais que são gestados constantemente no cotidiano. Especialmente, sensibilizar a comunidade para reconhecer sua identidade para além dos processos de exclusão social, reconhecer suas potencialidades generosas de resistência frente a vida. A potência transformadora das falas oriundas da pesquisa, do escuta atenta e curiosa do cotidiano escolar se configura como uma possibilidade fecunda de contribuição na conscientização dos diferentes sujeitos na perspectiva local e global A escola assume um estreitamento de parcerias com suas co-irmãs, encorajando a troca de experiências em relação aos processos emancipatórios.
PARTICPANTES:
ROSANE ZIMMER, DARLENE DE PAULA DOS SANTOS, PAULA MEURER,MARLENE LOPES, TEMIS GERMANO, FLAVIO BUSNELLO, NÍRIA SIQUEIRA